não preciso de sair de mim para estar em guerra
nem preciso de retornar para o sofrimento
cirando entre as minhas fronteiras
estou sempre nas primeiras fileiras
e no hospital de campanha
ao mesmo tempo
lanço a granada com que impludo
os meus pedaços interiores reagrupam-se noutro mundo (noutra dimensão)
hello kitty é a bandeira cujos cantos esvoaçam
sobre a minha tumba de pau imaginado
os penichenses louvam-no e comentam
que é pena alguém tão doce ter finado
e que por ser ao ar livre pode-se fumar
os que choram sem ranho contam-se pelos dedos de uma pata
pelas penas de um cisne os que pensam ainda estar vivos
enquanto o meu móbil de vida permanece indiferente
à bandeira ao tempo ao cheiro
já não tenho pátria nem dinheiro
antes ou depois do agora
sem querer pôr entre os quadrúpedes o atrelado
é tudo tão piroso e aziático
será que fui plantada na terra
para trazer alegria e divertimento
como uma simples tulipa
ou será que sou um gesso metafísico viciado em carbonato de di-hidróxido de alumínio e sódio
Docelina Marafona
terça-feira, 7 de Julho de 2009
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1 comentários:
Ora viva!
E eu a pensar que era o único que estava na Silly Season...
Após perna-de-pau também me dá para a poesia. Ou falta dela.
A propósito, eu gosto disto.
Não sei porquê, mas gosto.
Call me irresponsible!
Um abraço...
shakermaker
http://shakermaker.blogs.sapo.pt
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