quem me dera ser uma pedra
pois só as pedras ficam mais macias
com a passagem do tempo
até que se tornam grãos de areia
em alpinística diáspora
pelos elementos
não sei se assisto impavidamente
ao deambular sarcástico do tempo
ou se sou eu que por ele ironicamente está passando
neste impreciso momento
não sei se continuo
ou acabo
ou continuo acabando
a imaterialidade das almas
deve dissolver-se alarvemente
na tríade subjectiva do tempo
ou na dimensão da sua própria hipótese
o meu destino paralelamente será
ou a ser viria somente
uma ruga de carbono
segunda-feira, 8 de Junho de 2009
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1 comentários:
Hey!
recebeste minha carta?
volto no principio de julho. e tenho uma viagem agendada para ir a capital. tu por que terras paras?
"ruga de carbono" se queres ser pedra:P responde para:
ritarainho@gmail.com
um beijo
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